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17 setembro 2019

Qual a razão de chamar atenção de um atentado contra Bolsonaro!



Algo que está ficando claro na política nacional é que a popularidade do governo Bolsonaro está em queda livre e é possível se dar conta que não há nenhuma solução para aparar a queda do governo. O motivo não são as bobagens que Bolsonaro diz nos seus pronunciamentos, pois essas são consideradas como algo folclórico e mais inócuos e neutros quanto ao fator mais importante na sustentação de qualquer governo, a economia.
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Nos Estados Unidos, sendo um país muito mais sensível a posições escatológicas de seus governantes, Trump periodicamente emite opiniões politicamente incorretas que são combatidas por todo o mainstream mediático desde os grandes jornais as emissoras de TV, exceto a Fox News, porém como a economia norte-americana até o início de 2019 dava aparente sinais de recuperação, havendo uma diminuição de desemprego real que ainda não chegou ao ponto de haver uma recuperação dos salários anteriores a crise de 2008.
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No Brasil a situação é completamente inversa, a economia está simplesmente não dando o mínimo resultado e cada vez mais economistas que são liberais e ligados ao grande capital estão dizendo algo que seria considerado um disparate quando falado por eles mesmo.
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As opções de política internacional de aliança incondicional com os Estados Unidos e Israel, isola o país de todos os países que os parceiros que produzem superávit na nossa balança, no caso de um conflito com o Irã, ou mesmo sem este cenário mais traumático, levará uma crise nas exportações sem que os USA abra qualquer mercado ao país e Israel por ter um consumo de produtos brasileiros extremamente limitado resultará numa queda maior da economia.
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Da mesma forma, num cenário recessivo internacional, que está sendo previsto pelos grandes banqueiros do mundo, pegará toda a economia brasileiras de calça na mão, sem mercado interno, pagando para que refinem o nosso petróleo e mande como óleo diesel e gasolina, muitas vezes mais cara do que o barril de petróleo que deu origem a estes combustíveis, pagando em dólar a compra de aviões da Embraer e ainda o mais notável, pagando royalties para a energia elétrica produzida pelas nossas barragens que já tiveram todo o investimento já amortizado e estão funcionando a décadas.
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A partir de todas estas considerações e mais algumas dezenas que poderia colocar na lista, a situação econômica no fim do ano e em 2020 tende a se deteriorar ainda mais, tornando as condições de vida de 95% da população brasileira insuportáveis. Com tudo isto a popularidade real de Bolsonaro cairá em torno dos famosos 8% que por muitos é considerado um limite de sustentabilidade do governo.
Fazer um processo de Impeachment de Bolsonaro, que já tem vários motivos para ser feito, levará Mourão ao poder que será considerado uma continuidade do desastre, logo nem os 8% ele terá. Uma anulação das eleições será impossível, salvo que imensas massas saiam as ruas. Qual seria a forma mais safada de sair desta crise de governabilidade? Um atentado a vida de Bolsonaro, mas desta vez exitoso.
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Mas qual seria a vantagem? Simples, criaria um verdadeiro caos nacional e se poderia jogar nas costas da esquerda esta ação. Com o tumulto se jogaria não só o atentado nas costas da esquerda, mas também se lançaria nas mesmas costas largas a crise econômica, apesar de tanto uma como a outra hipótese serem totalmente absurdas, porém, assim como o Incêndio do Reichstag em 27 de fevereiro de 1933 que serviu para Hitler fechar completamente o regime e iniciar o horror que foi o nazismo até 1945, dando o poder absoluto para o Führer.
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Esta hipótese tem dois grandes problemas, quando Hitler assume o poder, a Alemanha já vinha se recuperando da recessão de 1929 e Hitler fez uma política econômica de privatização da economia alemã, com uma enorme diferença do que é a brasileira, esta política favorecia o Capital Alemão e não o Capital Internacional. O segundo problema é que a popularidade de Hitler não estava em baixa, enquanto a de Bolsonaro está, logo um ataque contra o presidente será lido mais como uma benesse para a imensa parte da população do que um crime e o tiro sairá pela culatra.
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Apesar do risco, a insanidade das pessoas que cercam Bolsonaro e a loucura do Guru da Virgínia é imensa, logo não podemos descartar este cenário, pois quanto mais ele for divulgado menor serão as chances de ele ocorrer e para os bolsonaristas de raiz pelo menos o seu líder permanecerá vivo, mesmo que derrubado do governo.
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Acho que Bolsonaro e aqueles que estão mais próximos (emocionalmente, não no governo) preferem que ele seja derrubado sem sua morte do que um avião ou um helicóptero sendo derrubado com ele dentro! E apesar de eu não ter nenhuma proximidade do atual presidente da república prefiro a derrubada no sentido figurado e não literal.

16 setembro 2019

Cuidado Bolsonaro, o verdadeiro Führer está na Virgínia!

A lógica da ascensão dos governos fascistas de raiz, o italiano e o alemão, sempre foi de montar milícias paramilitares e quando os governos democráticos da época estavam fracos, mesmo com minoria parlamentar e com menos de 1/3 do apoio da população assumiam o poder através de um estratagema parlamentar (legal) tomavam o poder para rapidamente colocar na ilegalidade todos os movimentos políticos que não fossem os vinculados ao poder dos partidos fascista e nazista.
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Em todas as análises políticas da situação nos últimos quatro anos, sempre ressaltei que este tipo de tomada do poder passaria obrigatoriamente pela constituição de milícias e para que essas permitissem a chegada do poder de um regime de dominação integral, como o fascismo italiano e o nazismo alemão.
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No caso brasileiro fica claro que o que chamamos de milícias são grupos criminosos que podem ter importância local, mas devido a origem dos mesmos, não há um comando central e disciplinado, logo é impróprio para dar golpes, pois não contam com o apoio da elite do poder que tem seus próprios esquemas de jagunços ou mesmo apoio de tropas militares ou de polícias militares.
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Esta atipicidade da situação brasileira impede não só a formação progressiva de um estado classicamente totalitário de partido único, como falha em outros pontos quanto ao líder escolhido.
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Muitos intelectuais de várias famílias, desde a esquerda até mesmo a direita, passam a vida a repetir que os governos fascistas são absurdos democráticos que contrariam o liberalismo econômico pregado pelos partidos que abertamente professam esta fé. Tanto Mussolini e principalmente Hitler são tratados como monstros que simplesmente não são enquadrados como humanos e muito menos as capacidades intelectuais dos mesmos foi e ainda é subestimada, porém numa análise clara e não com viés moral da história se verifica que Mussolini foi um forte ideólogo do movimento fascista internacional que sabia escrever, discursar para as massas e inebria-las com seus discursos, obtendo durante um período da história do fascismo italiano apoio de amplos setores da população. Da mesma forma Hitler com sua obra única, Mein Kampf, conseguiu atrair para o nazismo boa parte da população alemã manejando habilmente conceitos como o anticomunismo, a supremacia da “raça ariana”, o ódio as minorias como judeus, ciganos e outras, que muitos estavam presentes no pensamento alemão da época. Ou seja, não dar os créditos de uma habilidade intelectual e retórica totalmente falaciosa aos escritos e discursos destes dois líderes é simplesmente tapar o sol com a peneira. Se compararmos Bolsonaro tanto com Hitler como principalmente Mussolini ele é um verdadeiro anão intelectual, ou seja, uma figura caricatural tanto do Führer como do Duce.
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Agora voltando ao caso brasileiro, a atual conclamação do Guru da família Bolsonaro, a criação de um organização miliciana para apoiar incondicionalmente o atual ocupante da cadeira da presidência, após que este está já no poder, pode parecer completamente anacrônica, pois como se viu nos casos tradicionais Italiano e Alemão, depois do Duce e do Führer assumirem o poder, estas milícias tiveram que ser controladas (a italiana, menos organizada) ou simplesmente executadas a sua cúpula e controlada a base (a alemã, que tinha uma organização militar perfeita, por isto exigiu a execução física de seus líderes) para garantir o apoio necessário das forças armadas e das elites econômicas italianas e alemães.
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Então a formação fora de tempo de milícias bolsonarianas parece um verdadeiro contrassenso, pois criarão problemas com a base de apoio tradicional da direita, inclusive do exército. Porém se fizermos um pequeno giro lógico na história e compreendermos que o Führer verdadeiro não é aquele que ocupa a cadeira de presidente, mas sim outro, por exemplo o astrólogo da Virgínia, é possível criar um cenário imaginário de uma utilidade destas atuais milícias bolsonarianas para o verdadeiro golpe daquele que mais pensa no poder.
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Vamos imaginar o seguinte cenário, através de uma operação de falsa bandeira faz-se um atentado exitoso contra o ocupante da cadeira da presidência. Quem irá aparecer num traumático funeral de um presidente? Provavelmente os filhos do presidente e acompanhando o seu féretro aquele que monta todo o esquema ideológico do atual presidente, ou seja, o astrólogo da Virgínia.
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Com o impacto mediático deste atentado, que seria atribuído a esquerda, se abriria condições para que as milícias bolsonarianas, agora sob o comando direto do guru do grupo começassem a sua função de desordem e de massacre direto da esquerda. Seriam fechados os partidos de esquerda e qualquer coisa que estivesse em oposição ao governo e numa situação de comoção pública exigir-se-ia novas eleições sem nenhuma oposição.
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Feito isto, um dos filhos do falecido presidente, aquele que fosse mais fiel ao Guru, poderia ser eleito e colocando este último como uma espécie de primeiro ministro. Neste momento as milícias bolsonarianas teriam o mesmo destino dos camisas negras ou pardas, a eliminação, e se fecharia o ciclo na direção de um estado totalitário de partido único, e eliminando-se o que mais impede a radicalização à extrema direita do atual governo, a própria presença de um falso líder inábil como o próprio Jair Bolsonaro.

Ganhadores: A greve negra de 1857 na Bahia. Ao Brasil da Uberização de 2019.

O historiador João José Reis há pouco tempo um livro, que ainda não li, mas que já gostei, sobre o título de “ Ganhadores : A greve neg...