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25 outubro 2019

Pequenas recomendações sobre a educação nas redes sociais.



No século passado, antes da existência das chamadas redes sociais, as pessoas eram muito mais sociabilizadas do que atualmente, a impessoalidade e também o aparente anonimato criou uma forma de comportamento que se dissociou do que se chamava boa educação nos séculos passados, como já tenho bem mais de meio século de existência me permito a transmitir algo que a vida me ensinou.
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Dizer que no passado as pessoas eram mais bem-educadas é um erro, porém os mecanismos de contensão social agiam reprimindo diretamente os mais mal-educados. Por exemplo, se alguém era completamente estúpido com os outros, mais cedo ou mais tarde ele levava um tapa na cara, uma reprimenda direta de um superior ou mesmo uma surra (quando não levava um tiro ou uma facada).Mesmo quem era simplesmente grosso e não seguia as normas de conduta sofriam reprimendas, ironias ou somente caras fechadas, que para pessoas normais servia como alerta.
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Muitos utilizam eufemismos do tipo: “Mimimi” ou “sou contra o politicamente correto”, para simplesmente esconder a sua "falta de educação" ou "distúrbios sérios de comportamento". Para o segundo tipo de comportamento sugiro que as pessoas procurem um tratamento psiquiátrico, então ficarei restrito às pessoas normais que simplesmente perderam um pouco do senso de ética e a educação pelo uso intensivo das redes sociais.

Nos dias de hoje, as redes sociais servem como uma verdadeira máscara ou mesmo uma aparente couraça de proteção a atos antissociais. Quantas pessoas de má índole utilizam as redes sociais diretamente ou até indiretamente para desfazerem laços afetivos sem precisar dizer diretamente às suas “paixões” que desistem da relação. Na verdade, neste caso quem sairá em vantagem são aqueles que recebem o distrato impessoal, pois quem utiliza meios impessoais para romper laços amorosos não deveria ter quem os amassem.

Mas como não sou conselheiro sentimental, volto logo ao objetivo central do texto, o uso das redes sociais de forma indevida para quem não teve uma educação formal clássica ou teve progenitores que simplesmente eram também inábeis e mal-educados (vide a “famiglia” Bolsonaro).

Eu, desde a mais tenra idade, fui ensinado por minha avó, um anjo de criatura, que jamais deveríamos apontar o dedo para qualquer passante nas ruas que tivesse alguma diferença de comportamento, status social, complexão física ou qualquer outro tipo minoria. Este tipo de comportamento fui educado mesmo antes de ser alfabetizado. Ou seja, antes da década de sessenta do século passado já sabia que isto era má educação. Importante notar que neste tempo não existia nem a expressão “politicamente correto”, mas sim de boa educação.

Mais tarde apreendi que éramos responsáveis por nossos atos, ou seja, como não existia a chance do anonimato, todos nós éramos diretamente responsáveis por palavras, posições políticas e sociais que defendíamos individualmente ou mesmo em nome de coletivos que eram nominados, os fenômenos de contas fantasmas nas redes e mentiras propagadas via replicação de escritos por anônimos. Por este motivo sugiro que todos, quando possível, ao emitir uma opinião qualquer utilize o seu nome e sobrenome, coisa que faço regularmente quando escrevo ou falo via Internet.

Mas há outras recomendações que apreendi com o tempo, que passo aqueles que querem manter a sua imagem pelo menos limpa na rede. Sofrer o contraditório por pessoas que se põe contra a nossas opiniões e que se manifestam no mesmo nível, com educação e sem anonimato, devem ser consideradas e refutadas, ou até confessado imediatamente o seu erro, pois o erro é algo da natureza humana.

Um pouco de educação formal não faz mal a ninguém, em discussões cara a cara, geralmente as pessoas se cumprimentam e dão uma noção de quem é o seu interlocutor, quando acontece algo semelhante nas redes sociais, geralmente por preguiça, ninguém cumprimenta ou se apresenta, entra solando sem a mínima introdução.

Sempre ao propor um debate de opiniões, faça da forma mais honesta possível, não escondendo suas posições ou tentando vender gato por lebre.

Ao interromper temporariamente uma discussão, dê uma pequena explicação porque tem que abandonar a discussão e se despeça educadamente, a despedida pode ser até um pequeno “tchau”, mas não saia sem dizer nada.

Outra coisa que aprendi nas redes fazendo um debate franco e educado com pessoas que estão em posição completamente opostas as nossas, que a capacidade de mudar a opinião, se os argumentos forem honestos é muito maior do que se pensa.

Há uma peculiaridade que poucos se dão conta, há pessoas honestas que refutam nossas opiniões e por serem mais toscas, apelam em parte para desaforos e até insultos. Estas pessoas por formação tem a necessidade do uso de uma linguagem mais agressiva, não deixe barato, faça uma longa argumentação correta e educada e no fim desta reaja com a mesma violência que do seu interlocutor ou até um pouco mais, que terás uma surpresa, na maioria dos casos ele vai abrir mão dos desaforos e entrar num debate civilizado. Estas pessoas que argumentam e junto com a argumentação intercalam desaforos querem alguém que debata com eles e não se submeta a intimidação. Importante, desenvolva o seu raciocínio sempre no início e deixe os desaforos para o fim, nunca inverta a ordem.

Quando for discutir sobre um assunto que não tenha domínio absoluto, comece a discussão simplesmente deixando claro a sua posição de falta de expertise no assunto, pois é mais fácil aparentar menos no início do que mostrar que não sabes durante o debate.

Poderia seguir em algumas recomendações sobre debates civilizados nas redes sociais, só vou dizer algo, nunca debata contra frases toscas que são postadas nas redes, que a chance de estar respondendo para um robô são muito grandes.

Obrigado pela atenção.

28 setembro 2019

Cuidado com a exposição nas redes sociais. Exemplo do JANOT.


A perda do pudor pelo uso intensivo da Internet dentro de suas bolhas leva a mudanças nos padrões sociais e políticos.
Hoje fomos surpreendidos pela revelação pública que um dos teoricamente responsáveis pela lei no Brasil, o Procurador Geral da República, por motivos fúteis, foi armado até o Supremo Tribunal Federal para assassinar um dos Ministros da Suprema Corte e posteriormente suicidar-se.

Se é verdade ou não a afirmação do desejo de um do representante dos cargos mais importantes da justiça brasileira é uma coisa irrelevante, se pensarmos em todos os crimes políticos ou mesmo passionais que ocorreram no Brasil e no resto do mundo, a declaração também não tem o mínimo impacto, porém se pensarmos que a publicidade que um ex-procurador geral da República dá aos seus instintos de homicida e de suicida temos que refletir sobre o que ocorre nos dias de hoje.

Ao meu juízo, vejo somente que comportamentos que há séculos se via em crianças ou mesmo há dez ou mais anos se via em adolescentes que chegaram a se suicidar on-line ou de psicopatas que gravam vídeos indicando que matarão pessoas para depois mata-los, podemos dizer que os freios morais e o pudor de revelar seus piores instintos chegaram ao ponto de infantilizar os adultos, tanto os de baixo nível intelectual, como o do ocupante da cadeira da Presidência da República como de pessoas que teoricamente passaram por crivos de concursos públicos, que teoricamente teriam que ser pessoas adultas e equilibradas.

Crimes políticos tanto ou muito mais escandalosos já foram executados por pessoas físicas ou Estados, porém estes crimes jamais eram reconhecidos como tal e alguns Estados negaram durante décadas ou mesmo continuam negando por séculos até que algum pesquisador ache no meio de um lixo de papeis ache provas irrefutáveis dos crimes do passado.
Essa mudança de comportamento do pudor das pessoas e dos Estados, começa a cair a tal ponto do presidente norte-americano declarar numa rede social iria bombardear um país, ação esta que teria fortes chances de degenerar um conflito a nível planetário que teria milhões (ou mesmo bilhões) de mortes.

Não podemos esquecer que os suicídios publicitados e apresentados on-line começaram a ser feito por adolescentes ou jovens adultos há mais ou menos dez anos, ou seja, pessoas que na época tinham em torno de vinte anos e CURTIRAM estes fatos deploráveis são “adultos” de trinta anos nos dias de hoje.

Porém não são somente os jovens que estão se desnudando ao máximo declarando em público os seus instintos mais básicos e negativos nas redes sociais e em qualquer divulgação pública, como a imprensa escrita e outras mídias mais tradicionais. Senhores e senhoras de idade avançada também entraram na direção da completa perda de pudor. As mídias como TV e rádio, que a cinquenta anos na época da semana santa não colocavam música profana no ar em respeito a uma religiosidade, que poderia ser cínica e falsa, era respeitado pelos produtores das emissoras. Estes comportamentos pudicos e extremamente cínicos eram feitos devido ao medo da reação de parte do público, fiel ou falsamente fiel. Porém as mesmas emissoras permitem que alguém chegue ao limite de declarar em público que uma menina de dezesseis anos está fazendo determinada coisa simplesmente por falta de sexo.

O fenômeno de deterioração do pudor talvez possa ser explicado pelo uso das chamadas redes sociais em que num primeiro momento as pessoas publicam todos as suas compulsões e seus desejos mais básicos primeiro para uma pequena bolha de que são chamados os “amigos”, como um sinônimo de status social tanto para adolescentes impúberes até para velhos “ligados na moderna Internet” é o número de “amigos”, logo o limite entre os antigos confidentes do passado que ouviam diretamente estes sentimentos básicos e despudorados é ampliado para uma imensa quantidade de “seguidores”, ou seja, há um sentimento de empoderamento (palavra nova na língua corrente) dos que possuem milhares ou mesmo milhões de seguidores.

Outro problema é a diferença entre aqueles que vivem do seu número de “seguidores”, “amigos” ou mesmo inscritos nas suas redes sociais e as tratam profissionalmente como uma fonte de renda e de sustento. A não profissionalização destes “profissionais marrons” das redes sociais, confundindo a profissionalização com o amadorismo, geralmente levam os mesmos a crises de depressão e mais outros problemas psicológicos. Aqueles que tratam profissionalmente as redes sociais como fonte de renda, e teriam uma superexposição podem fugir destes problemas selecionando o que é trabalho profissional do que é expressão de seus sentimentos sem filtro. O pior de tudo ocorre com aqueles que não tem o hábito de publicar em redes sociais como trabalho, mas publicam nestas o seu trabalho e seus sentimentos, ou seja, é o inverso da profissionalização da divulgação pública de o que querem que seja divulgado por interesse profissional e o que por compulsão publicam seus pensamentos.

A distância entre a publicidade profissional e o desnudamento sem pudor é tênue e sutil, e à medida que se perde o referencial de onde termina um e começa o outro, os horrores dos velados crimes do passado, são explicitados sem pudor.

19 agosto 2019

A melhor imagem se origina da palavra escrita.



Talvez os inimigos do obscurantismo que reinou livre e sem oposição durante todo um período da 
nossa história através de vídeos colocados no YouTube, Facebook, Watts-App e outros aplicativos periféricos só nos últimos dois anos têm sido combatido exatamente nas mesmas mídias.
Por muito tempo, estas mentes obscurantistas, simplesmente usaram e abusaram de notícias mentirosas (que é o verdadeiro nome para a palavra “fake News”), tornando estas mídias visuais um verdadeiro esgoto.
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Exatamente por estas mídias serem dominadas por mentiras e serem um verdadeiro esgoto putrefato a céu aberto, a imensa maioria dos setores de esquerda, modernamente chamados de setores progressistas, se negavam a utilizar estas ferramentas para não serem confundidos como mentirosos, pois numa negação extremamente tosca culpavam a mídia pela má mensagem que ela propagava e não culpava quem produzia todo este esgoto.
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Com os processos políticos de Trump, do Brexit e no Brasil de Bolsonaro, foi quase uma surpresa para produtores de conteúdos escritos de esquerda, que ficaram isolados numa bolha de quem tem o hábito de ler artigos de jornais ou revistas, continuaram em suas bolhas que ampliadas por produções coletivas como o próprio GGN e outros (Fórum, DCM e centenas de blogs), porque tinham medo de perder o protagonismo e o controle na divulgação de seus pontos de vista melhores estruturados e mais bem embasados sujeitos a críticas de pessoas mais intelectualizadas.
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Como os divulgadores de opiniões e fatos mais com um viés racional, se deram conta que por mais bem estruturados e mais bem elaborados viram que a sua ação racional estava simplesmente sendo vencida pelos produtores de esgoto da extrema-direita, passou-se a uma reação de diversos produtores de conteúdo dos setores, que chamaremos genericamente de progressistas, nas mídias visuais.
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Porém esta produção de conteúdo progressista, começou na maioria dos casos, exceto honrosas exceções, num primarismo de mesma característica dos produtores de notícias mentirosas sem utilizar o mais importante que exatamente as mentes progressistas possuem, a capacidade de roteirizar e colocar de forma lógica assuntos que darão combate as produções de esgoto da extrema-direita.
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Chamo atenção para esta última frase, pois os produtores de conteúdo progressista têm que entender que a linguagem em termos de imagem do esgoto das mídias visuais, não precisam ser necessariamente copiadas por alguém que domina a palavra escrita.
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O que estou dizendo com o parágrafo anterior, estou dizendo que assim como os roteiristas norte-americanos do tempo do Macartismo, Hollywood utilizou de forma velada e até ilegal para as repressão da época, os antigos roteiristas de esquerda que eram proibidos de trabalhar na indústria cinematográfica daquele país, e no momento que diminuíram estes roteiristas e as imposições ideológicas ficaram mais efetivas, simplesmente o mercado internacional começou a balançar na direção de produções europeias que não tinham estas restrições.
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Coloquei a indústria cinematográfica em evidência, pois é a prova que mesmo em produções visuais é necessário o que abunda no setor progressista e é um deserto na extrema-direita, a capacidade de roteirizar e criar textos com cuidado e recursos visuais que se transladado a imagem, produzida profissionalmente ganhará uma batalha que é impossível dos setores progressistas perderem, a batalha da inteligência aliada com a verdade e com a qualidade gráfica.
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Vamos dar mais um exemplo clássico da inteligência de esquerda vencendo um mar de ignorância através da capacidade de roteirizar produções visuais. O grande cineasta de esquerda japonês Akira Kurosawa, simplesmente com seu filme Os sete samurais, que foi inspiração ou mesmo cópia deslavada de produtores ocidentais, marcou não só pelo enredo desenvolvido, mas também pelas tomadas que foram anteriormente cuidadosamente detalhadas e desenhadas pelo grande Kurosawa. 
Ou seja, quando o filme começou a ser rodado, assim como outras obras deste gênio da cinematografia, nada era ao acaso, não era uma ideia na cabeça e uma câmera na mão, era toda a estrutura detalhada para se transformar em imagem.
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Talvez somente o cinema nazista de extrema-direita conseguiu criar obras impactantes nas mão de Leni Riefenstahl com um orçamento e apoio do governo nazista, conseguiu no seus filmes como o Triunfo da Vontade conseguiu criar um documentário de propaganda com qualidade artística, porém mesmo o filme de Leni poderia ser adaptado para qualquer político de qualquer tendência, ou seja, sua estática era o que importava não o conteúdo.
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Coloquei toda esta explicação sobre cinema simplesmente para chamar atenção que a batalha não está perdida, por um simples motivo, para evoluirmos em termos de ocupação do espaço nas chamadas redes sociais e principalmente nas redes sociais com imagem, as pessoas mais a esquerda tem uma vantagem que dificilmente será ultrapassada pela extrema-direita, a capacidade de estruturar roteiros de pequenos vídeos com começo, meio e fim e além disto, roteiros falando a verdade.
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Parece pretensão da esquerda, porém se abandonarmos os esquemas batidos pela própria extrema-direita de ir a frente de uma câmera e ficarmos uma cansativa hora despejando conteúdo sem a mínima estruturação clara, só opinião, o jogo se torna um jogo de bolhas, é necessário a produção clara de conteúdo, até utilizando recursos gráficos mais atraentes que mostre um raciocínio linear, baseado em conceitos, conclamando as pessoas pesquisarem na própria Internet atrás de documentos oficiais e credíveis para dar consistência à apresentação. Ou seja, fazer como os mestres do cinema, do Kurosawa retirar a improvisação nas imagens, e de qualquer bom produtor de propagandas ter mais cuidado na estética de apresentação do conteúdo.
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Vamos a luta (quem tem capacidade para isto) pois a melhor imagem  depende da capacidade de escrever o conteúdo.
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Ganhadores: A greve negra de 1857 na Bahia. Ao Brasil da Uberização de 2019.

O historiador João José Reis há pouco tempo um livro, que ainda não li, mas que já gostei, sobre o título de “ Ganhadores : A greve neg...